terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Actividade de Consolidação da pág.193

1)

A ideia de causalidade refere-se a uma relação entre causa e efeito. Neste sentido, consideramos que sempre que existe um evento irá consequentemente existir o efeito dessa situação verificando-se então uma conexão entre esses dois fenómenos.

Para Hume a experiência é a componente mais importante do conhecimento, sendo que o conhecimento se traduz em impressões. Deste modo, a ideia de causalidade entre dois fenómenos reduz-se às impressões presentes e passadas, pois não existe qualquer impressão de factos futuros.

Este princípio, embora racional e objectivo, reduz-se a uma crença ou impressão subjectiva.


2) Passagem do texto 3:

“Não conseguiria, a princípio, mediante qualquer raciocínio, alcançar a ideia de causa e efeito, visto que os poderes particulares pelos quais todas as operações da natureza são executadas nunca aparecem aos sentidos; nem é justo concluir, unicamente porque um evento, num caso, procede outro, que o primeiro é, por isso, a causa e o segundo o efeito. A sua conjunção pode ser arbitrária e causal.
Pode não haver motivo para inferir um a partir do aparecimento do outro. E, numa palavra, tal pessoa, sem mais experiência, nunca poderia utilizar a sua conjectura ou raciocínio acerca de qualquer questão de facto ou certificar-se de alguma coisa para além do que está imediatamente presente à memória e aos seus sentidos ”.


3)

Segundo Hume, a ideia de uma conexão necessária entre dois fenómenos provém de factores psicológicos e não de um fundamento racional. Porque a conjugação de dois fenómenos é a devido à conexão que se encontra na impressão, de algo que sentimos em nós próprios.


4)

Uma relação necessária ou causal entre dois fenómenos traduz-se num hábito e de estados internos de algo que já enfrentámos repetidas vezes.

Assim a experiência não significa um conhecimento mas sim um acumular de ideias e impressões passadas que nos levaram a um mesmo resultado, portanto, existe neste conceito um fundamento não racional e sim psicológico.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Actividade de Consolidação da pág.189

1) O que são relações entre ideias?
R: As relações entre ideias consideram-se a priori, isto é são proposições cuja a verdade pode ser conhecida pela simples inspecção lógica do seu conteúdo como por exemplo as proposições lógico matemáticas.
Pelo qual não permite dar qualquer conhecimento sobre o que se passa no mundo.


2) O que são conhecimento de factos?
R: Os conhecimentos de facto consideram-se a posteriori, são proposições que implicam o confronto com a experiência.
Isto é o valor da verdade das proposições tem de ser testado com a experiência, ou seja por forma a verificar se as proposições são verdadeiras ou falsas.
E a verdade das proposições é de facto contigente.
E visam a descobrir coisas sobre o mundo e dá-nos conhecimentos sobre o que neste existe e acontece.


3) O que distingue essencialmente relações de ideias e conhecimento de facto?
R: O que distingue essencialmente relações de ideias e conhecimento de facto é que as relações de ideias não dependem do confronto com os factos ou com a experiência. Já os conhecimento de facto, referem-se a factos que dependem do exame empírico.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Texto 2 – Resumo “Argumentação, comunicação e criação de uma comunidade argumentativa universal”

A lógica moderna, aborda a reflexão do raciocínio matemático e os sistemas formais que não se adequam na evidência racional.

O lógico é livre de elaborar o sistema, que ele próprio construiu.

Ele é que decide quais são as axiomas (as expressões consideradas sem prova como válidas) e enuncia as regras de transformação que ele introduz e que permita deduzir as expressões válidas, outras expressões igualmente válidas.

Existe apenas uma obrigação e consiste na imposição do construtor nos sistemas axiomáticos à escolha de signos e regras para evitar dúvidas e ambiguidades.

Num discurso, quando é necessário argumentar e influenciar um auditório, em certas teses, não é possível desprezá-las pois o próprio Perelman, considera como irrelevantes, logo a argumentação perde o seu efeito e objectivo.

Pois toda a argumentação visa a adesão dos espíritos e supõe-se a existência de um contacto intelectual.

Assim na argumentação é necessário que uma comunidade efectiva realize. Mas anteriormente existe um acordo, e uma formação de uma comunidade intelectual.

A fromação de uma comunidade efectiva de espíritos exige um conjunto de condições.

Na argumentação a existência de uma linguagem comum, permite a comunicação (consiste numa técnica).

A formação da comunidade efectiva pelos vistos não é suficiente logo existe regras, isto é, um acordo prévio resultante das próprias normas da vida social, como por exemplo: “funções que determinem que alguém deve responder em vez do outro.”

Perelman, Traité de l’argumentation. pp.17-20

Texto 1 – Resumo “Argumentação e racionalidade”

O domínio da argumentação é provável pois escapa às certezas de cálculo.

A concepção de Descartes no Discurso do Método afirmava “assumir por falso tudo o que só era verosímil” evidenciando a marca da razão através de ideias claras e distintas com a ajuda de provas apodícticas, e a evidência dos axiomas a todos os teoremas.

A ciência racional não se contenta com opiniões prováveis, mas sim elabora um sistema de proposições impondo a todos os seres racionais e o acordo logo é inevitável. Tendo como resultado um desacordo um “erro”.

“Todas as vezes que dois homens enunciam sobre a mesma coisa dois juízos contrários, é certo, diz Descartes, que um dos dois se engana”.

Inspirou-se no ideal de Descartes mas nas provas Aristóteles classificou como analíticas e impôs-se desde há um século.

A lógica limitou-se à lógica formal, isto é, ao estudo dos meios de prova utilizados nas ciências matemáticas.

A evolução da lógica e os seus progressos, permite-nos concluir que a razão interage com sucesso em casos de evidência e factos e não quando se trata de ocorrências argumentativas.